Parágrafo sobre o texto "Animação Cultural" de Vilém Flusser, acrescido de duas ideias dos colegas que chamaram atenção.
As ideias transmitidas pelo texto “Animação
Cultural”, de Vilém Flusser, que me chamaram mais atenção são: primeiro, a
relação existente entre o homem e a natureza, que resulta no objeto, em
contraposição a ideia de que a produção de objetos provém apenas da ação humana
sobre o mundo, tratando o objeto como síntese entre a ação do homem sobre o
mundo e a ação do mundo sobre o homem e não apenas como produto da humanidade;
segundo, a inversão existente na relação entre homem e objeto, uma vez que o
objeto teria sido criado para servir o homem, entretanto, seria a humanidade
quem serve os objetos, já que ela vive em função deles. Como exemplos temos os
computadores e telefones celulares, cuja presença é, atualmente, praticamente
indispensável para as pessoas.
Após o
contato com as ideias de meus colegas, percebi que as questões da relação de
produção e da inversão na relação homem/objeto, também foram muito citados por
eles. Um exemplo é a ideia exposta por Bruna Soares, sobre a ação de produzir,
que me chamou atenção por ter feito uma alusão à terceira lei de Newton, lei da
física que diz que para toda ação há uma reação, o que está em concordância com
o fato de que o homem exerce uma ação sobre a natureza assim como a natureza
exerce uma ação sobre o homem. Outro exemplo é a citação, por muitos colegas, de
diversos utensílios e tecnologias - diferentes e iguais aos que eu citei -, como agendas e relógios, para ilustrar a dependência dos homens por
objetos, mostrando que tal inversão de relação já existe desde
antes das tecnologias atuais.
A metáfora do "0 e 1" remete a uma polarização destes números, a uma diferença muito grande entre eles – Por exemplo, o zero remete a nada, um zero é ruim. Já o um, o um é o primeiro, é o melhor. Ou seja, são polos distintos-. No entanto, esses dois polos não são tão incomunicáveis, o sistema binário, por exemplo, é composto por esses números.
Na arquitetura, essa metáfora pode aparecer de diferentes formas, como na produtividade em contraposição ao produto. Produtividade no sentido de abstração, criação e imaginação e produto no sentido de objeto físico e de objeto para venda. Um arquiteto tem que ser criativo e inovador, tentar ser autêntico e original, entretanto, tem que agradar seus clientes e estar sempre de acordo com as normas pré-estabelecidas, o que limita o seu processo criativo para construção do produto. Ou seja, ao mesmo tempo que tem que ser criativo para poder inovar, tal criatividade está sob influência de agentes externos – normas, clientes, condições do terreno - que tem um grande poder sobre a forma e o uso.
Parágrafo sobre a diferença entre roupa e arquitetura
Em sala de aula, foi feita uma proposta de discussão sobre a relação existente entre arquitetura e roupas, em como se assemelham e como se diferem. Sobre as roupas, são feitas com intuito de vestir e proteger o homem, contra o calor e frio por exemplo, e também são expressão da personalidade de quem a produz e veste, além de representar a sociedade em que foi produzida, pois está sob influência de questões políticas, religiosas e culturais. Sobre arquitetura, pode-se dizer praticamente o mesmo, que ela serve de abrigo, contra o calor e frio por exemplo, e pode representar a personalidade de quem a produz e de quem a possui, além de representar, também, a sociedade em que foi produzida, já que está sob influência de questões políticas, religiosas e culturais. Roupas e arquitetura, são muito próximas, porém possuem diferenças. Uma diferença seria, por exemplo, o fato de que uma peça de roupa, normalmente, veste um único indivíduo, enquanto arquitetura pode englobar, ao mesmo tempo, um ou mais indivíduos, ou seja, um coletivo. Outra diferença é relacionada a durabilidade, uma vez que uma arquitetura tem uma possibilidade maior de se manter durante os anos, mantendo seu caráter histórico e assumindo novos valores, novos usos, permitidos por sua estrutura, enquanto uma peça de roupa se desgasta muito mais com o uso e se torna obsoleta mais rapidamente com as mudanças da moda. Além disso, há uma diferença no processo de construção e na escala do projeto.
Parágrafo com uma reflexão sobre "0 e 1" na arquitetura
A metáfora do "0 e 1" remete a uma polarização destes números, a uma diferença muito grande entre eles – Por exemplo, o zero remete a nada, um zero é ruim. Já o um, o um é o primeiro, é o melhor. Ou seja, são polos distintos-. No entanto, esses dois polos não são tão incomunicáveis, o sistema binário, por exemplo, é composto por esses números.
Na arquitetura, essa metáfora pode aparecer de diferentes formas, como na produtividade em contraposição ao produto. Produtividade no sentido de abstração, criação e imaginação e produto no sentido de objeto físico e de objeto para venda. Um arquiteto tem que ser criativo e inovador, tentar ser autêntico e original, entretanto, tem que agradar seus clientes e estar sempre de acordo com as normas pré-estabelecidas, o que limita o seu processo criativo para construção do produto. Ou seja, ao mesmo tempo que tem que ser criativo para poder inovar, tal criatividade está sob influência de agentes externos – normas, clientes, condições do terreno - que tem um grande poder sobre a forma e o uso.
Comentários
Postar um comentário